quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Contos de bruxa

   Quem sabe um dia não encontro Alice aqui em meu país, correndo louca e pequena, e grande, e pequena, e grande... e louca.
   Aquilo tudo era só um cadinho de pouca coisa coracionada. É, de coração mesmo. E imagine o coração dela, cabia um mundo e mais o coelho, o gato com aquele sorriso lunar, a sua crítica, a minha opinião, um chazinho leve e o tempo efêmero.
   Realmente, a menina vinda das maravilhas encontrava sentido na vida com o real no imaginário. Xi, será que isto aqui é imaginário?
   Esqueci-me de que estes estranhos fazem das fadas as minhas bruxas do próximo dia 31.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Lembrar de não salvar isto só como rascunho

   Eu gosto de ser livre, de encontrar desejos pelo caminho, de caminhar agradecendo à vida e de pensar que não há ninguém mais feliz que meu próprio eu. Egocentrismo? Talvez. Mas talvez eu seja mesmo a mais feliz do mundo.


domingo, 14 de outubro de 2012

UFC?

   Você já se perguntou pelo que luta? Pois é, me fiz esta pergunta. Então, é pelo o quê que eu luto? E cheguei a uma conclusão que pode parecer fora de contexto, mas eu ainda não sou apaixonada pelas pessoas. Ressalto o "ainda", pois um dia serei.
   Sou apaixonada sim pelas atitudes das pessoas e pela vida e o jeito que esta se mostra em cada um. Eu luto por quem quer uma vida feliz, como companheira fiel. Eu luto pelo meu equilíbrio para estar bem e chamar para o lado de cá quem não está. Eu luto pela minha felicidade, para ter forças e também poder dar a alegria presente. Eu luto todo dia com minhas próprias fraquezas para que meu sonho se torne real. Eu luto pelo meu mundo interno de paz e para que o seu mundo à minha volta também seja assaz.
   E não importa o quão insignificante é a minha luta, ela é importante para mim. E não importa o que o outro pensa das minhas conquistas e das minhas derrotas, é a minha condição e a minha verdade.
   Acha que deixarei meu próprio UFC para trás? Claro que não, afinal, eu pelo menos luto.




Forte: digas ao fraco, que eu sou forte.
Fraco: digas ao forte, que tenha o mínimo de humildade.

Responda já, se puder!

   Como cérebros emiojados. Você também. Não em sentido comparativo, mas sim engolindo forçadamente. E engolimos até que bem, sem percebermos, alienados, lombrigas que não são. Traços naturalistas te deixam com nojo do texto a partir de agora, mas sabe o que realmente deveria te deixar enojado? O seu cérebro também emiojado.
   Vamos lá, tem 30 segundos para resposta: Qual presidente da república fundou a Petrobrás? Ah sim, não me lembro da época da escola, mas posso te dizer quem matou o vilão da novela das 8.
   Está bem, vamos fazer da própria natureza o desastre, sem termos um pingo de culpa. O pingo dela se transforma em lágrima de sangue ao chover, sinto doer nas raízes, subir pelo xilema, exalar a profundidade de Deus em seus galhos. Quanto desmerecimento.
   Não está bem. Ainda levamos a sério a história do "olho por olho, dente por dente", e estender a outra face após o inimigo lhe bater em uma é utopia.
   Mas, no final, quem deveria se ausentar das idiotices praticadas é a autora mesmo, que, você percebendo ou não, te comparou a um miojo, coisa que deveria ter feito sem a propaganda barata, dizendo assim que temos cérebros de macarrão instantâneo.

sábado, 6 de outubro de 2012

Poema de uma só face

Manda manda, vasta comanda
Se eu me chamasse Amanda,
Seria uma verdade,
Não só uma rima.




Retirado do documentário de Drummond...