
quinta-feira, 18 de julho de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Término do começo
Cadê essa morte? Ela é uma sumida mesmo. Que é ela senão viver? Pra mim, ela não é ninguém. A música é alguém pra mim. Certa vez vi que música era música pelo M de "minha", U de "única", S de"salvação", I de "inércia, C de "cada" e A de "abatimento". Minha única salvação da inércia de cada abatimento. Lindo não?
Só que aí vem gente com música feita para a morte. Eu devo concordar, ambas nos levam a algum lugar, nem que seja pra dentro do nosso próprio eu. Talvez a sumida também nos leve lá. Assim eu espero, porque vivo morrendo de felicidades, morrendo de amizades, morrendo de amores, morrendo de dores. A vida é cheia de morte (e a morte é cheia de vida) e ainda fazem disso um tabu.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
Vida reconhecível
E eu tentando fazer textos iguais aqueles de tributo que publicam em sites. Risos, só porque sou meio que inteira escandalosa pela metade, mas sempre. E porque não me vem aos olhos da alma isso de ser estar para os outros. Nem à retina, nem ao cristalino, nem à córnea, nem à íris... puro egoísmo!
Estava pensando nos raios lambda, com aquela piadinha da lambida, que todos professores têm de fazer. Infames são, mal reconhecem o poder de quem pode fazer algo sem ser visto. Risos. Ando tão engraçada comigo mesma e tão irreconhecível para os que não vivem dentro de mim.
E aqui um vídeo aleatório... aleatório caso você seja alguém que não vive dentro de mim.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Linguagens ou figuras de alguma coisa
Hoje as figuras de linguagem não estão me ajudando. Aliás, ninguém. Essa é aquela hora que a gente quase grita por um profissional da área porque não tem coragem de contar nem pro melhor amigo que a metáfora não se sente bem o suficiente pra me encarar.
Que o paradoxo viu que eu me afoguei no mar da felicidade e ainda não fez nada. Que a anáfora sentiu que eu morri, sentiu que morri, sentiu morri, sentiu. Me sentiu só.
Há quem diga que a catacrese saiu falando que me enxergou encolhida lá debaixo, junto ao pé da mesa, me tornando uma coisa só. Só. E não me dizia o hipérbato a hora certa de voltar à ordem. Não havia hora.
Dizia a onomatopeia para gritar mesmo, urrar, quem sabe alguém me ouvisse. Foi aqui que me apareceu o pleonasmo me jogando no peito o meu diagnóstico. Eu tinha antítese.
"Isso se cura com anti-medo, minha filha", disse o velho.
"Ninguém disse que seria fácil."
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