Cadê essa morte? Ela é uma sumida mesmo. Que é ela senão viver? Pra mim, ela não é ninguém. A música é alguém pra mim. Certa vez vi que música era música pelo M de "minha", U de "única", S de"salvação", I de "inércia, C de "cada" e A de "abatimento". Minha única salvação da inércia de cada abatimento. Lindo não?
Só que aí vem gente com música feita para a morte. Eu devo concordar, ambas nos levam a algum lugar, nem que seja pra dentro do nosso próprio eu. Talvez a sumida também nos leve lá. Assim eu espero, porque vivo morrendo de felicidades, morrendo de amizades, morrendo de amores, morrendo de dores. A vida é cheia de morte (e a morte é cheia de vida) e ainda fazem disso um tabu.

Leia quando estiver sem fazer nada! haha
ResponderExcluir"Habitua-te a pensar que a morte não é nada para nós, pois que o bem e o mal só existem na sensação. Donde se segue que um conhecimento exacto do facto de a morte não ser nada para nós permite-nos usufruir esta vida mortal, evitando que lhe atribuamos uma idéia de duração eterna e poupando-nos o pesar da imortalidade. Pois nada há de temível na vida para quem compreendeu nada haver de temível no facto de não viver. É pois, tolo quem afirma temer a morte, não porque sua vinda seja temível, mas porque é temível esperá-la.
Tolice afligir-se com a espera da morte, pois trata-se de algo que, uma vez vindo, não causa mal. Assim, o mais espantoso de todos os males, a morte, não é nada para nós, pois enquanto vivemos, ela não existe, e quando chega, não existimos mais.
Não há morte, então, nem para os vivos nem para os mortos, porquanto para uns não existe, e os outros não existem mais. Mas o vulgo, ou a teme como o pior dos males, ou a deseja como termo para os males da vida. O sábio não teme a morte, a vida não lhe é nenhum fardo, nem ele crê que seja um mal não mais existir. Assim como não é a abundância dos manjares, mas a sua qualidade, que nos delicia, assim também não é a longa duração da vida, mas seu encanto, que nos apraz. Quanto aos que aconselham os jovens a viverem bem, e os velhos a bem morrerem, são uns ingénuos, não apenas porque a vida tem encanto mesmo para os velhos, como porque o cuidado de viver bem e o de bem morrer constituem um único e mesmo cuidado. "
- Epicuro
Gostei do seu texto.
Mickey :B
olha que lindo o texto comentado também! hahaha amei, Mickey :3
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